quinta-feira, 10 de março de 2011

Antigas verdades

Por favor, garçom, me vê uma dose de angústia
Sem gelo, sem açúcar
Sem pitada de sabor
Ah, e acrescente um pouco de desamor.

Deveria ser errado, me castigar
Mas como vive um escritor sem chorar?
Se das lágrimas é que nascem as poesias
Eu sobrevivo dessas simples manias.

Por favor, garçom, nunca conte a ninguém
O meu desabafo só a mim me convém
Eu sei exatamente o rumo de cada opinião
Se o nosso monólogo entrasse em dispersão

Deveria ser errado, guardar segredo
Eu quero mais é falação sobre os meus medos
Se do exposto é que nasce a crítica
Eu ganho espaço e pouso mais a vista.

3 comentários:

  1. -

    Noossa, lindo poema adorei!
    Cada dia mais lindo blog, beijos ;*

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  2. Eu sempre pedia o mesmo, até ter tomado doses demais e quase perdido o controle.

    Beijo ;*

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